recordando meu leito de sempre

[ by Ron Mueck ]
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Vejo-te na penumbra dos meus olhos
à velocidade do tempo que escasseia lá fora,
nos odores que se misturam destes corpos,
despojados da aparente sofreguidão de chegar a casa.
Não quis chegar a casa.
Meu leito nada me diz,
de nada me separa.
E sinto-te.
Sinto-te na pele, nos lábios, na almofada.
Sinto-te de cada vez que o Sol me roça a cara,
de cada vez que o tempo pára.
E o amanhã...
O amanhã que não chega
e não me ultrapassa!
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2 comentários:
mesmo se o não tivesses escrito, este poema seria teu de uma ponta à outra.
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Minha escrita revè-se no que foi
em dias, o infortúnio, a causalidade.
é tão minha quanto fugidia e, dói
em aparo dotado de crespa genialidade!
Numa ponta, a tinta escorre por lábios
beijados, ultrajados em linha irrisória.
Projectos traçados bem como alucinados...
E sempre a crença na vitória!
Na outra, o rosmaninho, a cidreira,
O chá quente, (ou semi-frio)
embebido de nomes e cegueira!
Sempre me respinga um pouco o brio...
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