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sexta-feira, 7 de março de 2008


My Little Tree


[ Estonian Hyper-Realism of the 70s and 80s ]

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A árvore solta-se das entranhas
como espirais ao logo do curso,
correntes gastas sem busto
todas elas repletas de manhas.

A árvore sem raízes
eleva-se na atmosfera esvoaçada
Tem cores, vultos e cordunizes
Tem caracóis nas fendas seifadas.

A árvore quer-se vitalizada
sem mossas, rasgos
de intempéries calejada.
Loucuras rasgadas por espasmos
ou tão pouco sarcasmos,

de quem a trouxe petrificada.

««« »»»


5 comentários:

ana c. disse...

flui poesia por aqui ;-)

Adelaide Carneiro disse...

Eleva-te ao máximo da Loucura...
Os vultos transformar-se-ão em sombras longínquas...
Quem é que trouxe este vento?

Lollip0P disse...

...

Quem O trouxe foi Karma
fogos cinzentos inultrapassados.
Foi quem carregou a arma
e disparou,
sem dó dos antepassados.

Quem o trouxe...
Trouxe-o na epiderme,
na casta do vinho tenro.
Naquela noite
em que me elevei ao vento
Naquela noite
em que minhas mãos a encontraram.

didi bruun disse...

* árvore veloz rasgada por mil botões perfumados desenha no ar braços floridos; lançando em pleno voo esgares alucinados, como retalhos de vida achados e perdidos*

Lollip0P disse...

...

Que desenhos se adivinham
destes sarrabiscos traçados?

Desencantos em papeis amarfanhados,
lapiseiras de bicos quebrados
por esboços perdidos e achados

nas gavetas que do quarto se abriram.