My Little Tree

[ Estonian Hyper-Realism of the 70s and 80s ]
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A árvore solta-se das entranhas
como espirais ao logo do curso,
correntes gastas sem busto
todas elas repletas de manhas.
A árvore sem raízes
eleva-se na atmosfera esvoaçada
Tem cores, vultos e cordunizes
Tem caracóis nas fendas seifadas.
A árvore quer-se vitalizada
sem mossas, rasgos
de intempéries calejada.
Loucuras rasgadas por espasmos
ou tão pouco sarcasmos,
de quem a trouxe petrificada.
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5 comentários:
flui poesia por aqui ;-)
Eleva-te ao máximo da Loucura...
Os vultos transformar-se-ão em sombras longínquas...
Quem é que trouxe este vento?
...
Quem O trouxe foi Karma
fogos cinzentos inultrapassados.
Foi quem carregou a arma
e disparou,
sem dó dos antepassados.
Quem o trouxe...
Trouxe-o na epiderme,
na casta do vinho tenro.
Naquela noite
em que me elevei ao vento
Naquela noite
em que minhas mãos a encontraram.
* árvore veloz rasgada por mil botões perfumados desenha no ar braços floridos; lançando em pleno voo esgares alucinados, como retalhos de vida achados e perdidos*
...
Que desenhos se adivinham
destes sarrabiscos traçados?
Desencantos em papeis amarfanhados,
lapiseiras de bicos quebrados
por esboços perdidos e achados
nas gavetas que do quarto se abriram.
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