Site Meter

sexta-feira, 18 de abril de 2008


Porque me invades tu a livreira?««« »»»
Do orfanato anasalado se dominou
a vontade de se encantar o capricho
deste meu apetite voraz que se esquartejou,
na explosão de risos em pleno hospício.

Não tenciono abdicar desta minha apetência!
Ambiciono sim, viajar meu cérebro com empenho
por um punhado talante de sobrevivência.
(Não fossem as tentações meu engenho...)

De nada me fascina a sujeição das vontades,
provenientes de minha solene sede exigida.
Que dos feixes de outrem surge como chaves,
nada abrem, senão fissuras na parede erigida!

Destes desejos e fortes impulsos me criei,
em rotas de vida entrelaçadas e renitentes.
Fora da protecção do livre arbítrio implorei
pela hilaridade de sinais surdos e reluzentes.

E,

perdida em ordenadas braçadas de sedução
se ergue minha existência e tolerância...
Sem que eu perceba que da simples atracção
o desejo de te voltar a ver se torna ânsia...
««« »»»

Sem comentários: