Foste Luz de Lua no meu Alpendre.
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Caminhei,
por estas calçadas num dia cinzento de arroz e carmim,
trazia
ao peito uma espada de fita guilhotinada e freima de cetim.
E quando te olhei,
na penumbra da minha sombra soube
que eras minha fonte,
água jorrada, cascata ensopada
em pensamento que não ouve.
Foi assim que se deu ontem.
Grito de herói, perdido na falésia
assalto de um homem,
alma, espírito em amnésia.
Assim se deu ontem...
a invasão de quem não ama, crê ou finta.
Assim se deu ontem...
A expansão de quem algo sente
e,
na penumbra da minha sombra soube
que eras minha fonte,
dilúvio findado em mim.
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4 comentários:
bonito. muito bonito.
tenho a mente desventrada
neste silêncio, quando
as paredes desta área acorbardada
em meu redor,
me sangram os calos e me vão atordoando
ao fumo do incenso.
Hoje nada tenho a dizer ao mundo. ou
melhor.
tenho a boca a rebentar de mudez.
A solidão não é o teu destino. Amélie
das paredes ainda hão-de rebentar frutos...há troncos de árvores que também dão flor.
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